Escola de Verão de Matemática
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As conferências são abertas a todos os interessados.

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Conf. A

"A Estrutura Óssea do Fémur"

L. Trabucho de Campos, Dep. de Matemática, FCUL

Resumo
 

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Conf. B
"História de um Problema Mecânico: O Movimento de um Barco a Remos"
Henrique Leitão, CFMF/
Universidade de Lisboa
Resumo

 

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Conf. C
“Métodos Estatísticos em Astronomia”

Nuno Crato, ISEG/U. T. Lisboa

Resumo

 

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"A Estrutura Óssea do Fémur"

L. Trabucho de Campos, Dep. de Matemática, FCUL


O esqueleto dos vertebrados é essencialmente constituído por dois tipos de estrutura óssea: osso cortical - denso e compacto; osso trabecular - poroso e esponjoso.
Em 1892, o fisiologista alemão Julius Wolff propôs uma explicação para a distribuição destes dois tipos de estrutura designada, actualmente, por Lei de Wolff.
A Lei de Wolff afirma ainda que, perante uma mudança de estímulos exteriores, a remodelação óssea dá-se segundo direcções privilegiadas associadas às direcções de maior tensão mecânica. Esta afirmação tem conduzido à elaboração dos mais variados modelos analíticos e empíricos nos últimos cem anos.
Com o advento dos grandes meios de computação e o desenvolvimento de conceitos matemáticos associados à optimização de estruturas foi possível começar a ter uma maior compreensão do processo mecânico de remodelação óssea e, simultaneamente, generalizar a maioria dos modelos propostos neste último século.

 

 

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"Historia de um Problema Mecânico: O Movimento de um Barco a Remos"
Henrique Leitão
CFMC, Universidade de Lisboa


A historia da mecânica teve no século XVI um dos seus períodos de maior florescimento. Partindo daquilo que os autores da Antiguidade e Idade Média haviam estudado, os matemáticos do século XVI estabeleceram os estudos mecânicos usando métodos e técnicas inovadoras, lançando assim as bases da mecânica moderna.
Um problemas então estudados foi o do movimento de um barco propulsionado por remos - uma questão mais subtil do que pode parecer à primeira vista - para a qual um português, Pedro Nunes, fez uma importante contribuição.
Nesta palestra analisaremos este problema mecânico e a evolução histórica do seu estudo.

 

 

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“Métodos Estatísticos em Astronomia”

Nuno Crato, ISEG/U. T. Lisboa

 

O poder da matemática para interpretar e prever os fenómenos naturais é surpreendente. De onde vem esse seu poder? Como é possível, por exemplo, que a matemática tenha sido usada com sucesso para encontrar planetas do sistema solar e sirva hoje para detectar planetas que orbitam estrelas longínquas?
Entre as técnicas matemáticas e estatísticas mais poderosas conta-se o método dos mínimos quadrados, desenvolvido para ajudar a determinar órbitas de cometas e planetas e de aplicação hoje generalizada em várias ciências e actividades, da física à economia e sociologia.
O primeiro sucesso espectacular do método registou-se em 1801, quando um astrónomo italiano descobriu e depois perdeu de vista o que julgava ser um planeta desconhecido do sistema solar. Graças a esse método estatístico, o objecto celeste foi recuperado e mais tarde identificado.
Anos mais tarde, cálculos matemáticos levaram à descoberta do planeta Neptuno e indiciaram a existência de um nono planeta, que só em 1930 seria descoberto: Plutão.
Hoje, sem os ver, os astrónomos conseguem detectar a existência de planetas extra-solares, de novo com auxílio do método dos mínimos quadrados.
De onde vem esse poder extraordinário da matemática?

 

 

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Última Actualização 28-07-2003 © evmat, 2003 webmaster