Equipa do Instituto Politécnico de Setúbal participa no Formula Student

18 de Dezembro de 2008

Tiago Santos, Paulo Machado, Carlos Alves, João Paulo Oliveira, Paulo Figueiredo e Bruno Borges formam a equipa que, juntamente com o professor Aníbal Valido, participará na competição internacional anual Formula Student. São alunos do 3.ºano, e ex-alunos do curso de Engenharia Mecânica na Escola Superior de Tecnologia (EST) do Instituto Politécnico de Setúbal, que se comprometem a não deixar mal quem os apoiou na competição que decorrerá em Inglaterra, em Julho de 2009.

A ideia da construção de um protótipo com o objectivo de participar numa competição internacional veio do professor Jorge Pereira que, no ano lectivo de 2003/2004, deu a conhecer a competição aos alunos. Jorge Pereira acompanhou também a Universidade Independente na mesma competição entre 2000 e 2004, anos em que a equipa saiu vitoriosa. O grupo da EST tem o apoio da equipa da Universidade Independente, que lhe deu pistas e ideias e o preparou para a realidade do concurso.

Formula SAE foi a primeira designação da competição, que teve início nos anos 70, nos Estados Unidos. Quando chegou à Europa, passou a denominar-se Formula Student. Hoje, a nível europeu, realizam-se competições anuais em Inglaterra, Itália e Alemanha. A equipa da EST vai concorrer à competição que decorre em Julho em Inglaterra, uma vez que o nível de competitividade não é tão elevado, em comparação com a concorrência na Alemanha, contou à N Tiago Santos, aluno do 3.º ano de Engenharia Mecânica e membro da equipa da EST.

A competição foi criada com o objectivo de promover a aproximação entre o mundo automóvel e os estudantes, levando-os à construção de um protótipo, que requer uma correcta gestão dos recursos e o conhecimento detalhado de um carro. Assim, é proposto às equipas inscritas que construam um protótipo, que é avaliado com base em dois factores: a capacidade estática, que consiste na avaliação das soluções implementadas e das justificações apresentadas pelos alunos relativamente à qualidade e materiais utilizados na construção do protótipo; e a capacidade dinâmica, segundo a qual o exemplar é submetido a provas de resistência e travagem, entre outras, a fim de testar o seu desempenho. Existem, ainda, três classes de participação no concurso: a classe 3, para equipas, cujo protótipo esteja ainda em versão electrónica, em software; a classe 2, para equipas que tenham o seu exemplar em fase de construção; e a classe 1, a ‘classe-raínha’, que avalia os protótipos já acabados. Em 2009, o grupo de Setúbal participará em classe 2, ou seja, com o protótipo inacabado, para “ouvir críticas, levar nas orelhas e aprender para melhorar”, disse à N Tiago Santos.

A fim de divulgar o protótipo, a equipa da EST participou em eventos de competição automóvel, como o Palmela Motorshow, que se realizou entre 6 e 8 de Dezembro. Também o apoio da comunicação social local tem sido importante na divulgação do protótipo e da competição, apesar da comunicação social nacional já ter demonstrado interesse em acompanhar a equipa na preparação da viagem. Os participantes contam ainda com o apoio de empresas locais, entre as quais a BP e a SKF, que cederam material para a construção do protótipo. Contudo, coube à EST o investimento inicial de cerca de 20.000 euros.

O monolugar é composto por um motor de 600 centímetros cúbicos aproveitado de uma mota (Suzuki GSX-R600) e gera potência de 120 cavalos. Como melhor característica do EST01FSR (designação do protótipo imposta pelo regulamento da competição), Tiago aponta o chassis, o esqueleto do carro.

As expectativas são boas, descansou-os a equipa da Universidade Independente. Contudo, os participantes da EST sabem que a concorrência é forte e, neste momento, o desafio passa por conseguir patrocinadores que contribuam com dinheiro e financiem a viagem a Inglaterra.

Vanessa Sousa Pimenta in Revista N

 
   
     
 
       

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